Sindicato é pra Lutar!

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Chapa 2 visita redações no Rio

Jornalistas vivem uma situação peculiar em meio ao clima geral no Rio de Janeiro. Há uma ebulição da consciência da massa trabalhadora, em função da luta por direitos nas ruas. Jornalistas, em especial os que trabalham nas grandes empresas, enfrentam não só a violência dos agentes do Estado durante as manifestações como também a forte rejeição ao exercício do seu trabalho por parte dos próprios manifestantes. Os profissionais da comunicação sentem na pele o efeito da revolta popular contra os patrões da mídia. E foi bem em meio a esse clima de crise do jornalismo do Rio de Janeiro, onde há alta concentração de empresas nas mãos de poucos donos e um forte sentimento de opressão que impede o pleno exercício da profissão pela nossa categoria, que a Chapa 2 local e a nacional visitaram as redações da cidade nesta última semana.

Com os colegas da chapa de oposição local, Sindicato é pra lutar!, os candidatos da Chapa 2 nacional de oposição à Fenaj, Pedro Pomar, de São Paulo, e Jonas Valente, de Brasília, puderam conferir cara a cara o interesse genuíno dos colegas do Rio por nossa proposta de retomada da politização da luta sindical. Ficou claro diante das conversas estabelecidas que a nossa categoria compreende a necessidade emergencial de entidades que lutem não só por nossos direitos trabalhistas, como também pela reconquista do respeito da sociedade. Precisamos criar as condições para que exerçamos, de fato, na sociedade um jornalismo que defenda os direitos humanos, a Constituição e o Estado Democrático de Direito.

Com os nossos candidatos da Chapa 2 nacional, que faz oposição à atual gestão da Fenaj assim como nós aqui no Rio nos opomos ao atual modelo de gestão do sindicato municipal, percorremos redações, promovemos atividades de diálogo com a categoria e participamos juntos das manifestações em curso na cidade.

Com o candidato a presidente da Chapa 2 nacional, Pedro Pomar, visitamos, na terça (25/6) as redações da TV Band, Bandnews, Metro, jornal O Globo, Extra e Globo Online. À tarde, fomos ainda à sede da ABI, no Centro, onde fomos acolhidos com muitos aplausos, manifestações de apoio e declarações de voto ao final de breves apresentações de nossas chapas e programa aos membros do conselho da entidade.

Para encerrar o dia de atividades com Pedro Pomar, organizamos na noite da terça um bate-papo com os jornalistas da cidade em um bar na Lapa, no qual foi possível reunir colegas que trabalham na mídia comercial com colegas atuantes em organizações de direitos humanos, em sindicatos e na comunicação popular e comunitária. Em todos as atividades, avaliamos como excelente a receptividade às nossas propostas e à visão que apresentamos do papel que o sindicato deve assumir frente aos patrões e na sociedade.

Com Jonas Valente, também da Chapa 2 nacional, na sexta-feira (28/6), fomos às redações da TV Brasil, onde o nosso candidato trabalha em Brasília, e da Rádio MEC. Depois, ainda visitamos a redação do jornal O Dia, onde pudemos falar diretamente a atentos jornalistas e fotojornalistas sobre nossas propostas em breves, mas calorosos discursos, nos dois andares de redação da sede nova, na Rua do Lavradio. No sábado (29/6), Jonas reuniu jornalistas e outros profissionais no campus da Praia Vermelha da UFRJ para dar um curso sobre a proposta de revisão do Marco Regulatório dos Meios de Comunicação do país, organizado pelo movimento Intervozes de luta pela democratização da comunicação, no qual ele milita.

Depois do curso, participamos com Jonas de mais uma reunião do movimento AlternativaRJ de articulação de jornalistas e outros comunicadores para o planejamento de uma cobertura conjunta pela imprensa alternativa e popular dos atos públicos de luta por direitos em andamento no Rio. No domingo (30/6), participamos juntos de Jonas dos atos da manhã e da tarde no Maracanã. Leia aqui (link) o depoimento de Jonas sobre o ato e os impactos da violenta repressão estatal à manifestação realizada em um dos chamados “territórios da Fifa”.

Em cada redação, na ABI e demais espaços visitados, distribuímos os nossos jornais, com a íntegra do conteúdo programático, apresentamos nossas intenções e tiramos dúvidas dos colegas sobre o processo eleitoral e sobre os caminhos que pretendemos percorrer para promover as mudanças que precisamos na organização sindical e da Fenaj

No Rio e no país, lutamos para tornar as nossas entidades representativas mais aguerridas na luta pelos direitos da nossa categoria e pela reconquista do valor dos jornalistas e do jornalismo na sociedade.

A campanha dos jornalistas pela vitória da Chapa 2 – Sindicato é pra lutar! começou aqui no Rio e a da Chapa 2 em nível nacional, pela conquista da Fenaj, pouco antes da eclosão das manifestações de massa. Mas a nova conjuntura só consolidou ainda mais a importância do nosso movimento por mudanças estruturais na concepção política das nossas entidades.

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